Nesta quinta-feira, dia 11 de março de 2010 é comemorado o dia mundial do rim,
promovido pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN) e apoiado nacionalmente pela
Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) como uma campanha de alerta sobre as doenças
renais.
Para entendermos de uma maneira bem simples como ocorre a doença renal pode-se
fazer uma alusão a um carro novo, cujo motor nunca foi utilizado e tem uma duração de
cerca de 15 anos (se bem conservado até alguns anos a mais!). No entanto, sabe-se que um
dia este motor não funcionará mais, pois envelheceu e se desgastou com o tempo, que é um
processo natural. Logo, é bem fácil compreender que se colocarmos 5 toneladas em cima
deste carro e não trocarmos o óleo ou não revisarmos as peças em desgaste o motor deste
sequer carro chegará a 5 anos de uso.
No corpo humano podemos utilizar o mesmo raciocínio, ou seja, quando nascemos
todos os seus órgãos são novos e nunca foram utilizados. Espera-se que eles durem 90-100
anos e se bem conservados até alguns anos mais. Não é nenhuma novidade que ao
chegarmos aos 90 anos nosso coração, pulmões, fígado, rins, cérebro e outros órgãos, não
terão a mesma capacidade e a mesma função que tinham quando nasceram pois passaram
por um processo natural de envelhecimento e desgaste... pessoas envelhecem!
Nosso organismo “foi confeccionado” para ter a pressão arterial adequada (em torno
de 120/80mmHg), glicemia (diabetes no sangue) de 70-100mg/dL, alimentos saudáveis,
atividade física regular, sem cigarro, sem uso de drogas, sem bebidas alcoólicas... O que
aconteceria se abusássemos em algum deles ou em todos eles? Como no carro sem
manutenção e excesso de carga, a capacidade vital de 90 anos passaria a 50-60 anos ou até
menos. Assim sendo, pode-se inferir que alguns órgãos “envelhecem” mais rápido
conforme o estilo de vida que se impõem a eles, o que no caso dos rins leva a insuficiência
renal e necessidade de tratamento dialítico ou transplante.
Claro que do mesmo modo que existem carros com defeito de fábrica, há pessoas
que tem doenças congênitas (ao nascimento) e neste caso a cura ou controle deste problema
deve ser realizado com medicamentos e/ou tratamentos. No entanto, para a grande parcela
da população a melhor maneira de evitar a perda da função renal é uma velha fórmula que
todos conhecemos e devemos praticar: hábitos de vida saudáveis e controle de doenças
crônicas, como diabetes e hipertensão.